Um homem caminha só na avenida
nem sempre foi assim.
Ele rabisca seus sentimentos no vento,
escondendo seu ar de descontentamento.
Observando sua dor de quem olha e sente.
Ele rumina sua verdade como quem mente.
Cambaleando nas entrelinhas,
seu passo já foi rente.
Más o sol mergulhou no seu chapéu,
fazendo um movimento diferente.
Ele caminha devagar com o coração nas mãos,
esse coração tosco de poeta,
as vezes vazio,
as vezes pendurado por um fio.
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