segurando gentilmente uma lembrança.
Dessas que brincam de gota
na palma da mão até evaporar.
Dessas que se quer guardar com força
e no final de tudo é quase nada.É apenas um pequeno rastro de luz na (nebulosa) memória.
É apenas uma estrela que mergulha cadente na emoção da gente.
É um passarinho que canta uma canção antiga,
distante, contrária ao ritmo da cidade.
Se cada lembrança é uma parte de nós,
e se forma um corpo de sombras que nos reflete,
essa seria um dedo mindinho, ou a pupila do olho.
Um farol que aponta distante,
despindo delicadamente
a escuridão da noite.
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