sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Fica

Esta alma de nordeste 
que me aquece a pele mesmo no frio, 
que povoa meu céu de estrelas,
tão cheia de histórias.

Das brincadeiras da infância
do face morena de sol
de pés velozes que corriam
atrás dos carros pipas.
Da poeira das bicicletas
na ladeira seca e urgente
o mundo enevoado
gritando para o tempo: fica.

As lembranças de dias 
marrons e parados
como quem espera um milagre.
O horizonte ia se avermelhando
no entardecer mágico e quente, 
cantava canções, nas velhas sanfonas
os olhares sorrindo.

A vida era cheia de gente.

Eternos tempos, gritando para os ventos: fica. 

Telvana Oliveira

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