"Aquilo que se vê, dAquilo que se vive"
Diário virtual de manuscritos literários vindos do simples gesto de tentar
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
O sol nasce pra todos
É
sempre comum ouvir de certas pessoas frase como: tal pessoa é tão boa por isso
que tudo vai bem pra ela. Seja bonzinho que tudo dará certo, afinal não estamos
fazendo mal para ninguém. Em primeiro lugar ser bom é uma qualificação
relativa, porque se uma pessoa faz tudo certo e no trânsito enche de
xingamentos alguém que faz uma manobra perigosa na sua frente, ela deixa de ser
boa pra ser ruim e como um passe de mágica as coisas deixarão de acontecer para
ela?
Acredito
que a visão dessa forma está um pouco deturpada, porque afinal de contas a
morte é para todos, acontece diariamente coisas boas e ruins a todo o tipo de
gente. E lidar com as angústias da vida é necessário. O sol nasce para todos para os bons e ruins, como diz um versículo bíblico.
O senso comum vem trazendo mentiras com a aparência de verdade que estão no íntimo
de alguns como tatuagem.
A realidade da vida deve ser encarada de frente, de que as coisas boas e ruins ocorrem a todos. E por isso perderemos a fé? De maneira nenhuma, porque tudo pode acontecer inclusive recomeçar, mudar de direção, olhar de uma maneira nova. Os tombos da vida são necessários para que possamos crescer, evoluir e tomar novos rumos.
Sem sonhos nada somos, senão um punhado de gente caminhando para o precipício. Os sonhos devem ser vivenciados com fé no amanhã. Nem todos os que sonharam e acreditaram alcançaram, mas todos os que alcançaram sonharam e acreditaram! Tudo pode acontecer, inclusive dá certo! Esperança sempre!
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
A gente quer...
A gente quer fazer algo diferente
A gente quer nadar em voluptuosas nuvens
A gente quer escalar muros
A gente quer alimentar idéias
A gente quer sentir o amor
A gente quer falar do que foi
A gente quer abrir portas
A gente quer pedir socorro no silêncio
A gente quer mergulhar no infinito do instante
A gente quer acender a luz
A gente quer abastecer a prateleira,
ser feliz a vida inteira.
A gente quer nadar em voluptuosas nuvens
A gente quer escalar muros
A gente quer alimentar idéias
A gente quer sentir o amor
A gente quer falar do que foi
A gente quer abrir portas
A gente quer pedir socorro no silêncio
A gente quer mergulhar no infinito do instante
A gente quer acender a luz
A gente quer abastecer a prateleira,
ser feliz a vida inteira.
c'est la vie
troquei as horas as palavras e os porquês troquei o frio pelo quente e não contente troquei a solidão por gente troquei os tropeços os fios troquei os berços os fins pelos começos troquei o lençol e o guarda-chuva troquei o não pelo sim eu e você num amor sem fim troquei os meios os lugares e pares troquei a rota o cinto e a estação de súbito troquei a visão troquei o verbo a sintonia troquei o conforto pelo que desafia um farol que ilumina o dia troquei os fundos as entrelinhas troquei as dores do mundo pela poesia troquei o grito a pedra e a simbologia troquei o cansaço pela alegria troquei os cadarços os bordados e a filosofia troquei as eras as futilidades por outras primaveras troquei a dúvida e a incerteza troquei o rio e a correnteza roteiqu queitro utroqie c'est la vie!
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Lembrança
Ontem pude me conter,
segurando gentilmente uma lembrança.
Dessas que brincam de gota
na palma da mão até evaporar.
É apenas um pequeno rastro de luz na (nebulosa) memória.
É apenas uma estrela que mergulha cadente na emoção da gente.
É um passarinho que canta uma canção antiga,
distante, contrária ao ritmo da cidade.
Se cada lembrança é uma parte de nós,
e se forma um corpo de sombras que nos reflete,
essa seria um dedo mindinho, ou a pupila do olho.
Um farol que aponta distante,
despindo delicadamente
a escuridão da noite.
segurando gentilmente uma lembrança.
Dessas que brincam de gota
na palma da mão até evaporar.
Dessas que se quer guardar com força
e no final de tudo é quase nada.É apenas um pequeno rastro de luz na (nebulosa) memória.
É apenas uma estrela que mergulha cadente na emoção da gente.
É um passarinho que canta uma canção antiga,
distante, contrária ao ritmo da cidade.
Se cada lembrança é uma parte de nós,
e se forma um corpo de sombras que nos reflete,
essa seria um dedo mindinho, ou a pupila do olho.
Um farol que aponta distante,
despindo delicadamente
a escuridão da noite.
Um homem
Um homem caminha só na avenida
nem sempre foi assim.
Ele rabisca seus sentimentos no vento,
escondendo seu ar de descontentamento.
Observando sua dor de quem olha e sente.
Ele rumina sua verdade como quem mente.
Cambaleando nas entrelinhas,
seu passo já foi rente.
Más o sol mergulhou no seu chapéu,
fazendo um movimento diferente.
Ele caminha devagar com o coração nas mãos,
esse coração tosco de poeta,
as vezes vazio,
as vezes pendurado por um fio.
nem sempre foi assim.
Ele rabisca seus sentimentos no vento,
escondendo seu ar de descontentamento.
Observando sua dor de quem olha e sente.
Ele rumina sua verdade como quem mente.
Cambaleando nas entrelinhas,
seu passo já foi rente.
Más o sol mergulhou no seu chapéu,
fazendo um movimento diferente.
Ele caminha devagar com o coração nas mãos,
esse coração tosco de poeta,
as vezes vazio,
as vezes pendurado por um fio.
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